Sempre fui um incentivador dos esportes amadores e profissionais de Cabo Frio, investindo na formação de novos atletas. Construi o Estádio Correão, a Associação Atlética Cabofriense e apoiei diversos segmentos esportivos como o surf, o kart e o futebol, uma paixão nacional. Foi no meu governo que o time da Cabofriense ganhou destaque nacional e que várias escolinhas de futebol surgiram na cidade com o objetivo de tirar as crianças das ruas. Com a construção do Ginásio Poliesportivo, o esporte de quadra ganhou destaque, incentivando a formação de futuros atletas olímpicos. As competições passaram a ser realizadas com mais conforto. O ginásio tem capacidade para 3.200 pessoas com assentos individuais e uma quadra poliesportiva de madeira com dimensões oficiais.
O Distrito de Tamoios, ou melhor, a cidade de Tamoios, afinal, devido as proporções podemos nos encaixar no perfil de uma cidade, encontra-se transformada em um verdadeiro lixão, ou melhor, na cidade do lixão.
Tal lixão tem contribuído para proliferação de ratos, baratas e urubus, além da participação ativa na eminência de mais um surto de dengue, afinal, os agentes propagadores encontram-se todos reunidos em nossa cidade.
Infelizmente nos últimos trinta dias, a coleta de lixo que é precária e ineficiente, pois, não vem abrangendo de forma satisfatória a população, se tornou ainda mais insuficiente.
Insuficiência esta que é facilmente constatada, porem, tal fato não encontra-se restrito as margens da Rodovia Amaral Peixoto, muito pelo contrário, as margens da Rodovia pode ser considerada apenas a ponta do Ice Berg, pois, o problema é bem maior e mais complexo nas ruas que ficam ao lado contrario a praia, ruas estas com verdadeiros amontoados de lixo, nas portas das residências e em alguns terrenos baldios, transformados em verdadeiros lixões.
Por falar em margens da rodovia, vale ressaltar, que a mesma “Lado Praia” encontra-se ainda a espera da conclusão da obra de urbanização, obra esta já inaugurada, divulgada e “PAGA” .
Muitas destas ruas possuem grandes extensões, algumas chegando a ter até um quilômetro de comprimento.
A situação em Tamoios tem se tornado cada vez pior, com o aumento da população as nossas carências estão cada vez mais gritantes, o caos que rege o nosso Distrito, ou melhor, a nossa cidade, tem tornado insustentável e insuportável o dia a dia de nossa população.
Se em meados de janeiro já estamos enfrentando problemas com insuficiência de coleta de lixo, imaginem o que iremos enfrentar no carnaval.
Sinceramente, o que Tamoios necessita de mais urgentemente é de um choque de ordem.
Recentemente, o Ministério do Turismo elaborou a lista de roteiros turísticos para os visitantes da Copa 2014 e indicou cento e oitenta e quatro destinos, sendo dez do Estado do Rio de Janeiro, deixando de fora a cidade de Cabo Frio.
É… os tempos são outros! Uma cidade que, pela relevância do desenvolvimento obtido, já foi considerada capital da Região dos Lagos, antes reconhecida como um dos principais destinos turísticos do Brasil e hoje não é indicada para compor uma lista de dez roteiros turísticos no estado! No governo de Alair Corrêa, a cidade possuía eventos diversificados durante todo o ano, pois, justamente por ser uma cidade atrativa, era muito visada para a realização dos mesmos. Assim, o turismo permanecia o ano todo. O trabalho de divulgação era intenso. Lembro-me bem de ter assistido, por volta de 2000, ou 2001, um programa de TV na capital mineira que falava sobre o sistema de setorização cromática, idealizado por Alair, que levou a cidade a ser classificada como a mais limpa do Brasil. O programa mostrou a limpeza das ruas e o entrevistou. Ouviam-se boas notícias da cidade fora de suas fronteiras.
Ultimamente, a cidade tem sido manchete dos jornais através de notícias sobre violência, favelização, problemas na saúde e educação, e por aí vai. Infelizmente são muitos os problemas acumulados, e isso afasta grande parte dos turistas, principalmente aqueles que vivem nas capitais e que buscavam a cidade justamente porque era um lugar tranquilo, seguro e acolhedor, diferente de suas cidades de origem. Além disso, a cidade está há sete anos sem planejamento direcionado ao turismo. Até hoje a cidade não possui seu Plano Diretor de Turismo, apesar da obrigatoriedade prevista no § 2º do art. 243 da Lei Orgânica Municipal, e, pelo que temos observado, caso existisse seria mais um documento a simplesmente cumprir uma formalidade, visto que, em termos de ações e atitudes (apesar da arrecadação bilionária) os últimos anos foram de completa paralisia no setor.
Vale reler trecho da matéria que saiu no Jornal de Turismo, em julho/11:
“Já Cabo Frio quer acabar com o estigma de ‘cidade onde cariocas buscam passar apenas o verão’. A prefeitura montou um calendário de eventos…, além de festivais gastronômicos… Com a divulgação dos dados do Censo 2010, constatou-se um número elevado de residências fechadas” (trecho do artigo “Cidades da Região dos Lagos (RJ) participam do Salão Nacional de Turismo”, publicado no dia 11/07/11, no Jornal de Turismo – http://www.jornaldeturismo.com.br )
Já há algum tempo que não passa despercebido o fato do turismo ter decaído na região. E, para atacar realmente esta questão, não basta simplesmente estabelecer um calendário de eventos. No governo Alair, havia todo um conjunto de ações, um planejamento estratégico que culminava no turismo o ano inteiro, o que quer dizer: havia um planejamento turístico sustentado por medidas concretas em relação a questões de infraestrutura. Como a cidade investia em melhores condições de segurança, saúde, urbanização, incentivo e apoio a empreendimentos hoteleiros, naturalmente era atrativa para muitos eventos e ainda contava com intensivo trabalho de divulgação que correspondia à sua realidade. É como diz o § 1º do art. 243 da Lei Orgânica: “O Município definirá a política municipal de turismo, buscando proporcionar as condições necessárias para o pleno desenvolvimento da atividade”. E, as condições necessárias para o pleno desenvolvimento da atividade, a que se refere o artigo, também passam pela questão da segurança, do emprego, das condições sociais de sua população carente e pela limpeza e conservação das praias e dos bens públicos, pois, sem um efetivo empenho por parte do governo municipal para melhorar estas questões, a eficácia de qualquer política de turismo fica comprometida, fica difícil reerguer a cidade ao patamar, antes ocupado, de cidade com reconhecimento nacional no turismo.
Agora solicitam uma reavaliação da decisão e clamam pela inclusão da cidade no roteiro 2014 utilizando argumentos que não condizem com a realidade, entre eles o de que os serviços médicos são referência para os moradores da região. Acontece que já foi assim no governo de Alair, pois Cabo Frio era a cidade mais procurada para atendimentos, mas, hoje, a história é outra. Hoje as notícias chegam numa velocidade surpreendente em qualquer lugar deste país e do mundo, e o que mais temos visto são notícias de problemas sérios na saúde cabofriense, como surtos de diversas doenças e moradores de Cabo Frio tendo que buscar atendimento em hospitais de outras cidades da região.
Para concluir, independente do resultado do pedido de reavaliação, é preciso que haja a conscientização de que essa questão da não inclusão da cidade no roteiro da copa é um importante sinal de alerta que traduz claramente a irrelevância da cidade, hoje, no cenário turístico brasileiro, confirmando, a nível nacional, o que já percebemos por aqui: a inexperiência administrativa da gestão atual, que permitiu a perda de conquistas antes notórias e conhecidas em todo o país.
Estou em Cabo Frio há um ano, e realmente vejo como Deus foi generoso com essa cidade, que é dotada de um clima fantástico, onde a ventilação natural é algo que na maioria das vezes esta presente e por muita das vezes chega a substituir a climatização artificial, porem também vejo que apesar de toda essa generosidade do criador, o homem não vem dando continuidade a manutenção dessa obra, ou seja, é necessário que o homem além de cuidar do meio ambiente natural também preserve o meio ambiente artificial, contudo, o que vem a ser meio ambiente?
Lei 6938 de 31 de agosto de 1981-Política Nacional de Meio Ambiente;
O art.3º, I, da Lei 6.938/81, definiu Meio Ambiente como:
O Conjunto de Condições, leis, influências e interações de ordem física, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Posteriormente, com base na Constituição Federal de 1988, passou-se a entender também que o meio ambiente divide-se em físico ou natural, cultural, artificial e do trabalho.
Meio ambiente físico ou natural é constituído pela flora, fauna, solo, água, atmosfera etc., incluindo os ecossistemas (art. 225, §1º, I, VII).
Meio ambiente cultural constitui-se pelo patrimônio cultural, artístico, arqueológico, paisagístico, manifestações culturais, populares etc. (art.215, §1º e §2º).
Meio ambiente artificial é o conjunto de edificações particulares ou públicas, principalmente urbanas (art.182, art.21, XX e art.5º, XXIII).
Voltando ao titulo da nossa postagem, não sabemos se é descaso ou desconhecimento, senão vejamos:
Na belíssima Praia do Forte existe uma fabulosa obra, que foi a construção da Praça das Águas, na verdade se trata de um enorme lago de água doce com um volume estático,” segundo informações” de aproximadamente 1500 M3,possui peixes de água doce, chafariz, cascata, iluminação e pedras cenográficas.
A Praça das Águas como todas as fontes ornamentais passam a fazer parte do meio ambiente cultural da cidade e como tal e de acordo com a PNMA 6938 de 31 de agosto de 1981, ela deve ser preservada e cuidada, haja vista ser um patrimônio da cidade, e também local de altíssima quantidade de visitantes, o que aumenta mais ainda com a chegada do verão e possibilita um contato maior das pessoas com o aerosol liberado pelo chafariz e cascatas. Logo fica a sugestão de que seja realizado tratamento específico visando a melhoria do aspecto da água, assim como um rígido controle da qualidade da água circulante (físico-químico e microbiológico), pois existe um circuito aberto com recirculação de água, que caso já não venha sendo realizado, que se passe a fazer um acompanhamento analítico, incluído cor, odor, materiais flutuantes, aspecto e pH dentre outros itens incluindo análise microbiológica especifica. Tais ações visam não só preservar a beleza da praça das águas, com uma água de melhor aspecto, mas também preservar os frequentadores, haja vista os mesmos sempre ficarem muito próximos da cascata e chafariz, e como já mencionei os mesmos produzem spray.
Abaixo inseri algumas fotos que demonstram a nossa preocupação com a conservação desse belíssimo patrimônio, assim como, também com as pessoas que freqüentam o local incluindo eu e a minha família.
Indicação da presença de vida, porém a água se encontra totalmente esverdeada
Pessoas alimentando os peixes
Queda d’água com presença de biofilme
Presença de materiais de origem orgânica (Espuma esverdeada), agregado entre as pedras
Visão geral da condição da água
Chafariz (acima e abaixo), água totalmente verde, indicando presença de algas (Detalhes do Spray)
Mais um detalhe do estado da água
Detalhe da coloração do retorno da água da fonte
Abaixo Alguns “outros” detalhes em sequência
Cabe ressaltar que existem diversas formas de se trabalhar preventivamente, seja melhorando o estado atual da água por intermédio de tratamentos adequados, assim como realizando um rígido controle da qualidade físico química e microbiológica (análises específicas) da mesma, como já foi dito anteriormente.
Com o passar do tempo eu atualizarei a condição da praça das águas, seja sob aspecto conservação e limpeza, seja sob controle físico químico e microbiológico ao alcance da população.
Estamos a pouco menos de nove meses para as eleições municipais. Ainda é tempo de refletirmos (apesar de toda a alienação comandada pela TV com seu intragável BBB) sobre a importância deste momento para a nossa vida enquanto cidadãos.
É através do voto que escolhemos nossos representantes nos Poderes Executivo e Legislativo. Podemos compará-lo a uma procuração do cidadão para o representante, para que este aja e decida em defesa dos interesses públicos, visando assegurar àquele os serviços a que tem direito.
Nossa participação no processo eleitoral dá-se por meio do acompanhamento da história de cada candidato, de suas realizações, de seu comportamento à frente de cargos políticos durante todo o mandato e, por fim, temos a votação propriamente dita. O momento do voto é o momento final da avaliação dos candidatos.
Quem vende o voto, além de estar praticando crime eleitoral podendo ser punido por isso, entrega completamente seus direitos nas mãos do candidato, torna-se refém de suas ações e omissões. Não entende que, em prol de um benefício a curto prazo e fugaz, abre mão de conquistas muito mais duradouras, conquistas estas pelas quais amanhã ele mesmo vai estar reivindicando, mas que, certamente, não será ouvido, não será respeitado em sua reclamação, pois não se fez respeitar. Em toda relação é fundamental que haja respeito, e não é diferente na relação cidadão-candidato.
Muitos argumentarão: “mas a carência é grande, as pessoas têm necessidades urgentes e o candidato chega oferecendo algo que no momento minimizará suas dores..” ora, é preciso entender que no Direito Público não existe essa questão de gratidão, não há que se falar em componente emocional nas questões relacionadas à administração pública. O que há são direitos e deveres. O voto é secreto, e o eleitor é livre para analisar a história e o perfil de cada um e escolher aquele que mais corresponda às necessidades da sociedade. Nada nem ninguém pode dirigir a sua vontade. O candidato que age assim está cometendo crime eleitoral, desrespeitando o eleitor através da tentativa de, por meio de sua dor, controlar sua vontade. O mesmo digo em relação a candidatos que, representantes de administração pública omissa, passam a realizar obras a toque de caixa, principalmente no último ano antes das eleições. É um verdadeiro atestado de incompetência administrativa assinado pelo próprio candidato, pois mostra que reconhece o descaso com que tratou a população durante todo o mandato e, com obras e serviços sem o mesmo cuidado e qualidade que teriam se fossem realizadas no prazo correto, tenta conquistar o voto dos eleitores. Mas, como eu disse, o voto é a etapa final de todo o processo de avaliação do candidato. O eleitor que se respeita, enquanto membro de uma sociedade de direitos e deveres, estará atento e saberá analisar a conduta deste candidato desde os primeiros dias do mandato que termina.
Por fim, estejamos de olhos abertos, atentos, para que possamos fazer uma análise objetiva, prática, de cada candidato, pois não faltarão aqueles que tentarão manipular a emoção dos eleitores. Mais uma vez, repito: o componente emocional não deve fazer parte de questões que envolvem a administração pública, esta tem sua ação delimitada pela lei, e assim será em qualquer futura administração.