ESTOU LIMPO. SOU PRÉ-CANDIDATO!
Administrar como prefeito requer coragem e determinação, principalmente por parte de políticos que são realizadores e que buscam fazer de suas administrações períodos de desenvolvimento e melhorias profundas em suas cidades. Principalmente quando se transforma tanto uma cidade, como foi feito no governo de Alair Corrêa, em Cabo Frio.
Imaginando a cidade como uma grande casa onde vivem milhares de pessoas, consequência lógica e certa será que, ao buscarmos colocar essa casa em ordem, com certeza estaremos sujeitos a contrariar interesses de pessoas que preferem que tudo continue na mesma bagunça a ter que contribuírem para a arrumação.
É o que ocorre na cidade quando um prefeito quer trazer limpeza e organização para uma cidade há tantos anos suja e desorganizada. Acaba contrariando interesses de alguns que não sabem ou optam por não fazer melhor. Alair arrumou a casa, limpou, organizou e dotou de infraestrutura espaços antes abandonados e sujos. Daí a origem de seus processos. Os processos que tem são devido à realização de obras importantíssimas para a cidade, obras que a elevaram a uma cidade de destaque no roteiro turístico nacional. Em prol de melhor qualidade de vida para a população e de uma Cabo Frio renovada e atrativa para o turismo, não se deixou intimidar por aqueles poucos que tiveram seus interesses próprios contrariados. Bancou suas decisões, foi em frente e realizou as melhorias tão necessárias e aprovadas pela grande maioria dos cidadãos cabofrienses e por turistas de vários lugares do mundo.
Agora, com a aprovação da lei da ficha limpa, que incluiu algumas hipóteses de inelegibilidade entre as já existentes, Alair é um político que pode tranquilamente chegar e dizer: “estou limpo”.
Luciana G. Rugani
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AEROPORTO INAUGURADO EM 1998 NO NOSSO GOVERNO É NOTÍCIA NACIONAL
Ao ler a notícia acima, algumas coisas me chamaram a atenção. Primeiramente, do modo como está a chamada da matéria, parece que somente agora perceberam que Cabo Frio saiu na frente na questão de privatização de aeroportos. Acontece que, como consta na própria matéria, isso ocorreu em 2001, durante o governo de Alair Corrêa, portanto há mais de dez anos atrás. Aliás, foi também no governo de Alair que ele foi inaugurado (dezembro de 1998). Acho que a chamada deveria ser: “Cabo Frio saiu na frente na privatização de aeroportos ocorrida há onze anos atrás”.
Outro ponto que me chamou a atenção foi a frase: “Em Cabo Frio, os investidores já planejam o crescimento do negócio, com olhos em pré-sal, Copa, Olimpíadas e no potencial turístico de Búzios e região”. Mais uma vez percebemos nas entrelinhas como Cabo Frio tornou-se uma cidade esquecida e excluída quando se trata de turismo. Os investidores já planejam crescimento do negócio com olhos no potencial turístico de Búzios e região. Não mencionam mais Cabo Frio quando querem falar de turismo, pois Cabo Frio deixou de ser referência como antes.
Quando foi inaugurado o aeroporto, havia uma política de turismo com o objetivo de levar a cidade ao reconhecimento nacional no setor. Havia investimento em infraestrutura urbana e qualidade nos serviços essenciais, tudo visando fortalecer a economia voltada para a atividade turística, visto que a cidade possui natural potencial para esta atividade. E foi o que aconteceu. Cabo Frio cresceu e tornou-se conhecida nacionalmente como uma atrativa cidade turística. Era frequentemente mencionada em programas de TV como um lugar belo e tranquilo, de praias maravilhosas e cidade com ótima infraestrutura.
Hoje, devido à queda dos investimentos e ao abandono total da política de incentivo ao turismo, a cidade não é mais sequer mencionada como roteiro turístico. Este fato me chama muito a atenção porque vivi o tempo em que, numa fala como esta, a cidade mencionada seria Cabo Frio, pois ela era a referência. Era assim sempre que se falava em turismo na Região dos Lagos. Cabo Frio se destacava como a “capital” da região porque era, entre todas, a cidade dotada de melhor infraestrutura. É triste ver a decadência de todo um trabalho realizado, a perda de conquistas realizadas com uma arrecadação muito menor, e por isso, fruto de um esforço grandioso. É lamentável ver que hoje, além de não ser indicada em planos maiores, como, por exemplo, a elaboração de roteiro turístico para a Copa do Mundo, não é sequer mencionada como ícone turístico da própria Região dos Lagos.
De protagonista passou a coadjuvante. Esta é a Cabo Frio dos dias atuais.
Luciana G. Rugani




