UM GOVERNO DE RESULTADOS

EM APENAS UM ANO PROMOVEMOS UMA REVOLUÇÃO
ADMINISTRATIVA EM CABO FRIO

Nesse primeiro ano de Governo gastamos com a folha de pagamento 64%, ou seja, 10% a mais do que a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) permite. Veja o quadro:

a) Arrecadação geral compreendo receitas próprias e transferências governamentais, totalizando uma arrecadação bruta de R$690 milhões

Recursos produzidos pelo Ibascaf que entraram como receita R$50 milhões
Folha de pessoal compreendendo PMCF, Ibascaf e Comsercaf R$470 milhões
LRF em relação a receita apurada diretamente R$690 milhões 67%
LRF em relação a receita mais recursos Ibascaf 64%
Gastos a mais com a folha do que a LRF permite que são 54% 10%
Os gastos a mais com a folha em relação a arrecadação tiraram quase R$ 100 milhões dos recursos da prefeitura destinados a obras e investimentos (13%) R$89 milhões
Se a prefeitura tivesse cumprido a LRF seria 54% de 690 milhões, o município teria 46% para investimento R$317 milhões
Para obedecer ao que prevê a Lei em relação ao que arrecadou, A prefeitura só deveria ter gasto no máximo 54% com pessoal. Mas, ao gastar 67%, tivemos para investimentos apenas 33% R$227.700 milhões

Governamos com R$ 89 milhões (oitenta e nove milhões) a menos, mas ainda assim, transformamos a orla de nosso principal cartão postal: Praia do Forte, na ORLA MAIS BONITA DO MUNDO e nosso Governo atuou em todos os cantos do município. Fizemos muita coisa e ainda, promovemos uma revolução em Tamoios. Algumas ações como exemplo:

a) LIMPEZA – Estamos limpando muito melhor a  cidade. É visível o cuidado que temos com a limpeza das ruas e praias de Cabo Frio.

b) OBRAS – Realizamos mais de 50 obras. Dentre elas destacamos: A Rodovia Ambiental das Pacas e a nova rodovia do Aeroporto; A Nova Orla com as Praças dos Quiosques, Verde e Praça das Águas;

c) ESPORTE –  O nosso governo investiu no projeto social “CRESCENDO COM O ESPORTE” que abrange todas as modalidades e atende a mais de 15 mil crianças e jovens de Cabo Frio.  O time da Cabofriense conquistou o campeonato da segunda divisão e está credenciada para jogar na elite do futebol carioca contra os grandes clubes do Rio (Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense). O nosso futsal também conquistou dois títulos no estado (Campeonato Carioca e estadual). Trouxemos também a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, o Handebol feminino, que depois acabou conquistando o título mundial, a Seleção brasileira de Futsal, com o astro Falcão, procurando, dessa forma, incentivar nossos jovens a seguirem o caminho saudável dos esportes.

d) CULTURA –  Criamos o CAV – Centro de Artes Visuais, o Proedi, o Natal de Luz valorizando os artistas da cidade, que montaram os presépios nas praças, as cantatas, o teatro, numa demonstração de respeito pela nossa cultura; não fizemos distinção: tanto incentivamos a cultura erudita (como os corais, a dança), como também as manifestações populares como a Folia de Reis e os Quilombolas.

e) FESTAS E EVENTOS – Fizemos todas as festas: Carnaval, Semana Santa, Corpus Christi, Festival do Camarão, do Marisco, da Sardinha, Festa Nordestina, Encontro de Corais, Festival de Dança, N. Sr ª de Assunção, N. Srª da Esperança, N. Srª de Fátima, São Cristóvão,  Encontro de Motos, Primavera Gospel, Aniversário da Cidade, Abertura do Natal de Luz , o melhor Réveillon do Brasil, e mais de 300 festas em toda cidade.

Para valorizar nossos talentos musicais , implantamos o Circuito da Música que a cada semana movimenta um local da cidade.

f) ACESSIBILIDADE – Pela primeira vez, as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência puderam tomar banho de mar, graças ao projeto que implantamos na Praia do Forte com CADEIRAS-ANFÍBIOS e técnicos para acompanhar as pessoas. Nos shows, somos pioneiros em dedicar um espaço exclusivo onde cadeirantes e acompanhantes podem assistir de pertinho seus artistas preferidos com total segurança. Na nova Praça dos Quiosques, banheiros exclusivos e elevadores panorâmicos permitem que cadeirantes e idosos possam usar os sanitários num ambiente higienizado e tranqüilo.

g) MEIO AMBIENTE – Embargamos a obra do hotel, no Peró, também determinamos  o embargo do Shopping e exigimos (através de um TAC) que além de cumprir as exigências ambientais, ainda houvesse uma compensação ao município com obras de duas rotatórias e uma escola avaliada em cerca de R$ 4 milhões.

h) SOCIAL –  Potencializamos os atendimentos dos CRAS,  com o reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos CRAS. Mais de 24 mil famílias atendidas com diversos serviços socioassistenciais nos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social); CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social; DAPEDE ( Departamento de Apoio à Pessoa com Deficiência) e CadÚnico (principal cadastro para acesso aos serviços socioassistenciais).

Entregamos quatro casas populares a moradores da Maria Joaquina e Jardim Peró.

Bolsa Família: 11 mil famílias atendidas.

Ampliação do PRONATEC: 2012 – 120 vagas // 2013 – 600 vagas // 2014 – 880 vagas

Implantação do Serviço Especializado de Abordagem Social e PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. E ainda investimos R$2.7 milhões  para o projeto pela PASSAGEM A 0,50 CENTAVOS.

i) LANCHE DO OPERÁRIO – Reforçamos o lanche matinal dos cabofrienses que saem cedo de casa para o trabalho com um copo de 300ml de café com leite, queijo, suco e frutas.

j) PCCR – Ao implantarmos o Plano de Cargos e Salários melhoramos as condições de vida dos nossos funcionários e injetamos mensalmente mais recursos na nossa economia.

k) EDUCAÇÃO E NA SAÚDE – São os dois setores do Governo que absorvem mais investimentos e, sobretudo, atenção. Pela grandiosidade e gigantismo dessas duas áreas, reservamos à Saúde e a Educação uma apresentação a parte, que postaremos nos próximos dias.

Para o sucesso do nosso governo nesse ano fomos austeros, dedicados e fechamos as torneiras, evitando o desperdício e multiplicamos os recursos. Somos sabedores de que o Carro Chefe desse ano foi o investimento que fizemos em Máquinas e homens que nos auxiliam na LIMPEZA DA CIDADE e conseqüentemente na prevenção de doenças.

  • O PCCR, que embora tenha nos deixado nessa situação de gastarmos mais do que a lei permite, foi um destaque em 2013.
  • A passagem a R$ 0,50 centavos ajudou a chefe de família e economizar recursos e cuidar melhor de seus familiares;
  • Os títulos Estaduais no futsal e no futebol de campo;
  • O CHOQUE DE ORDEM que impusemos na cidade;
  • O nosso 1º Carnaval, o Réveillon com fogos indescritíveis e 16 shows;
  • A nossa Orla dos Quiosques, eleita por todos visitantes como a mais linda do mundo.

Tivemos 200 milhões a menos do que o GOVERNO PASSADO teve em 2012, mas FIZEMOS MUITO MAIS. Investimos melhor. Quando se GOVERNA COM CORAGEM, SERIEDADE E AMOR PELA CIDADE, temos bons resultados.  Foi o que aconteceu comigo: Trabalhei muito, lutei, fiscalizei, amei mais a cidade do que amava como um cidadão comum, enxerguei a prefeitura como uma missão para melhorar minha terra e dar DIGNIDADE A POPULAÇÃO.

Não posso deixar de citar que Deus esteve ao meu lado me abençoando e me concedendo forças para vencer a primeira etapa da minha missão.

Sei que 2014 será ainda mais difícil, pois terei que fazer reposição salarial em abril, mas estarei lutando e pronto para agir. O amor que a grande maioria dos cabo-frienses tem por mim é combustível para que eu não pare diante dos gritos tolos dos poucos adversários que preferem se fingir de cegos nas redes sociais, mas, que entre eles, sozinhos assumem ainda que com despeito. “ ALAIR CORRÊA  É FOGO MESMO. COM APENAS 1 ANO DE GOVERNO DESMORALIZOU NOSSO GRUPO POLÍTICO.”

Alair Corrêa – Prefeito

TORCIDA EMPURRA, BRASIL SOFRE, MAS VENCE A ARGENTINA E LEVA 29º TÍTULO

Acolhido pelos fãs em Cabo Frio, time de Bernardinho faz 3 sets a 2 nos hermanos e carimba passaporte para a Copa dos Campeões, no Japão

Desde o momento em que a delegação do Brasil chegou a Cabo Frio, na Região dos Lagos, para a disputa do Campeonato Sul-Americano de vôlei, a torcida local fez questão de abraçá-los. A cada jogo, uma festa. A cada saída para o vestiário, uma verdadeira sessão de fotos e autógrafos. E neste sábado a comemoração no ginásio Alfredo Barreto foi ampliada: o time de Bernardinho sagrou-se campeão ao vencer justamente seu maior adversário na América do Sul, a Argentina, por 3 sets a 2, parciais de 19/25, 25/20, 25/19 e 24/26 e 15/10, num jogo que em nada pareceu os que foram disputados até então contra Paraguai, Colômbia e Chile na competição.

Se nas partidas anteriores o Brasil teve muita facilidade, marcando 3 sets a 0, os argentinos foram dureza e souberam aproveitar as falhas brasileiras, apesar das sonoras vaias que vinham das arquibancadas. Depois de um primeiro set dos hermanos, o Brasil venceu os dois seguintes, perdeu o quarto, que já parecia em suas mãos e, empurrado pela sua torcida no ginásio, levantou o caneco.

Jogadores da seleção brasileira de vôlei festejam título no pódio (Foto: Divulgação/CBV)Jogadores da seleção brasileira de vôlei festejam título no pódio (Foto: Divulgação/CBV)

Jogadores da seleção brasileira de vôlei festejam título no pódio (Foto: Divulgação/CBV)

A caminhada que começou na cidade litorânea do Rio de Janeiro continuará no Japão, no fim do ano, na Copa dos Campeões, e em 2014, no Mundial da Polônia, já que a equipe canarinha se garantiu nas duas competições. Os hermanos estão apenas na segunda.

A seleção brasileira é a maior vencedora do torneio japonês, com três títulos e dois vices. A conquista do Sul-Americano é a 29ª do Brasil em 30 edições do torneio. A única que não participou, em 1964, foi vencida justamente pelos adversários deste sábado, que eram os anfitriões na ocasião.

O jogo

O ginásio, que tem capacidade para 3.200 pessoas, transformou-se um verdadeiro caldeirão, desde o momento da execução do Hino Nacional até a primeira bola do jogo, sacada por Sidão, com força no fundo. As vaias foram grandes quando Bruno Romanutti bateu em cima do bloqueio de Lucarelli marcando 1 a 0. Na sequência, Leandro Vissotto empatou numa bela cortada pela direita, sem chances para Uriarte. A torcida foi ao delírio, mostrando o contraste que teriam as reações até o fim do jogo a cada ponto brasileiro e argentino.

Um dos melhores lances do primeiro set foi no quarto ponto da Argentina. Depois de um rali bonito, com muitas reviravoltas, os hermanos marcaram 4 a 2. Os balões infláveis pareciam tambores ensurdecedores, mas o efeito não era o esperado.  O adversário jogava com seriedade, e o Brasil errava muito, como quando Vissotto mandou uma bola para fora no 8 a 4 dos visitantes. Bernardinho demonstrava impaciência com o jogo que relutava a encaixar. Ele abria os braços, dava orientações, xingava em alguns momentos e lamentava as falhas.

Mário Junior foi sacado pelo comandante e tomou uma chamada no banco de reservas. Romanutti desperdiçou um saque na rede. A torcida vibrou, mas parecia um pouco mais contida diante da atuação brasileira, abaixo do normal, até que Wallace acertou uma bonita bola pela direita. Em seguida, os argentinos tentaram de segunda, o bloqueio estava esperto e não caiu na jogada. Sidão, com as duas mãos, colocou a bola perto da linha, no fundo da quadra, reduzindo para 18 a 13. O camisa 12, Lipe, entrou para sacar com 20 a 16 no placar e ganhou o apoio dos fãs, mas os argentinos conseguiram pontuar. Lucão marcou, mas Vissotto errou um saque na rede em seguida. Mesmo com o apoio, o jogo do Brasil não entrava. E os hermanos não quiseram nem saber, fechando a parcial em 25 a 19.

– Acho que jogamos muito bem, pois a pressão estava toda do lado deles, que precisavam ganhar em casa. Demonstramos um bom nível, não saio contente, já que perdemos, mas o Brasil é a melhor seleção do mundo, está de parabéns. Precisamos de mais finais como essa para evoluir. Foi um grande jogo – relatou Quiroga, destaque da Argentina.

Bruninho, Sidão e Lucarelli na conquista do Sul-Americano contra a Argentina (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Bruninho, Sidão e Lucarelli na conquista do Sul-Americano contra a Argentina (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

A chamada de Bernardinho aos atletas foi grande antes do início do segundo set. Ele gesticulou e orientou seus comandados, parecendo nervoso. A torcida estava quieta. O Brasil recomeçou o jogo na frente, abrindo 5 a 3 com uma boa bola de Sidão. Em seguida, Mário Júnior levou uma pancada no peito, e a Argentina encostou. Nervosos, os fãs até esqueciam de chamar os nomes de Bruninho, Lucarelli & cia. quando eles iam sacar como normalmente fazem. As vaias aos hermanos continuavam, mas eles não pareciam estar nem aí e empataram em 8 a 8.

O time brasileiro ainda parecia um pouco nervoso. Os argentinos estavam mais tranquilos apesar do ambiente adverso. No treinamento pela manhã, o próprio técnico Javier Weber havia afirmado que o objetivo dos hermanos, que era a vaga no Mundial, já estava alcançado e, por isso, o time jogaria sem pressão. O Brasil conseguiu emplacar quatro pontos de vantagem, em 17 a 13, quando alguns ataques começaram a funcionar.

A Argentina, atrás no placar, apostou em Quiroga, que jogou a última temporada da Superliga pelo Minas, mas fechou recentemente com o Maringá, time do levantador Ricardinho. O camisa 9 foi bem quando acionado, e levou a Argentina ao 15º ponto com um toque sutil pelo meio. Mas a torcida voltou a festejar como no início do jogo quando o Brasil marcou com uma pancada de Wallace pela direita. O jogador também pareceu entrar no espírito das arquibancadas e celebrou com euforia.

Sidão deu um toque magistral no ponto seguinte após um levantamento muito para fora de Bruninho, enganando os rivais: 21 a 17. Na sequência, o levantador brasileiro acertou, e Dante cravou o 23 a 19. O 24º ponto veio em um lance polêmico em que os argentinos, segundo a arbitragem, invadiram a quadra brasileira. E, no fim, parcial a favor dos brasileiros em 25 a 20.

No bloqueio, Bruninho e Sidão foram destaques  do Brasil na partida (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

No bloqueio, Bruninho e Sidão foram destaques
do Brasil na partida (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Com a vitória no segundo set, a torcida voltou animada para o terceiro. As batidas de balões infláveis voltaram no ginásio Alfredo Barreto, assim como a cantoria. Wallace estava bem pela direita e ajudou o Brasil a empatar. Mas Quiroga, em uma linda deixadinha que deixou a defesa brasileira no chão, abriu 4 a 2. Na sequência, o camisa 9 foi hostilizado demais em seu saque e mandou para fora.

O Brasil encaixou alguns ataques e, enfim, virou. A jogada mais importante foi a que colocou 7 a 5 no placar a favor dos brasileiros. Quiroga, mais uma vez, deu uma deixadinha. Mas Mário Júnior estava esperto e deslizou demais para salvar a bola. Na sequência, um grande rali foi travado, e o ponto do Brasil foi marcado no bloqueio simples de Sidão, que foi para perto da torcida e deu socos no ar, bastante empolgado. A torcida passou a cantar: “Brasil, Brasil, Brasil”, e o time de Bernardinho parecia no controle da situação.

Sidão estava bem no jogo. Afinal, ele prometeu o título à noiva Dani Lins no início da competição e precisava sair campeão. O camisa 5 recebeu de Bruninho para marcar o 11 a 7 do Brasil, com um ataque curto pelo meio. Depois, voltou a celebrar com força quando acertou um ace: 12 a 8. Wallace também mostrou a que veio, partindo de trás para pontuar o 13º do Brasil, com o argentino Solé escorregando perto da rede, reclamando da quadra estar molhada.

A torcida pegava no pé de todos os argentinos, mas Quiroga sofria mais. As vaias eram mais altas quando ele ia para o saque. O camisa 9 mandou uma bola forte, mas o Brasil armou um contra-ataque pela direita com Wallace e fez 15 a 11. Dante encheu a mão para fazer o 16º pelo lado oposto da quadra.

O ponto seguinte veio com bloqueio do camisa 4 da seleção pela esquerda. Wallace, que também estava bem como Sidão, fechou o jovem Kukartsev, de 19 anos. O argentino ficou no chão irritado com o ponto perdido. Sem intenção, ele deu o troco, acertando uma pancada em sua cabeça na sequência. A bola voou para o alto do ginásio. Ele até pediu desculpas para Wallace que, fez 20 a 15 em nova cortada pela direita mais tarde.

O atacante brasileiro continuou bem, marcando o 22º, em uma reprise de seus pontos até então. Ele só não conseguiu segurar o ataque argentino na sequência, falhando na manchete. Quando Bruninho foi para o saque com 24 a 19 no placar, ouviu as batidas dos balões infláveis, os gritos e contou com Dante no bloqueio para fechar em 25 a 19.

O jogo parecia equilibrado no início do quarto set, com argentinos e brasileiros alternando pontos e falhas. O camisa 12, Federico Pereyra, vibrou demais com uma pancada que deu em cima do bloqueio triplo com Sidão, Wallace e Bruninho, marcando 6 a 5. A Argentina seguiu na dianteira na sequência, mesmo com a torcida vaiando. Lucarelli enganou o bloqueio hermano pela esquerda, dando um toquinho no chão. Sidão conseguiu mais um ace e começou a ouvir seu nome sendo gritado quando empatou em 7 a 7.

A virada veio em bloqueio duplo de Lucão e Lucarelli pela direita, frustrando a tentativa de Pereyra. O técnico Javier Weber pediu tempo técnico, ajustou algumas falhas e os argentinos melhoraram, virando em 14 a 12. A torcida percebeu que os comandados de Bernardinho precisavam de auxílio e cantou: “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. O empurrão ajudou, e o Brasil conseguiu o empate em 15 a 15 com Wallace.

Sidão foi para o saque ovacionado pelo que já havia feito na partida até então, mas botou para fora. Bruninho e Wallace saíram para as entradas de William Arjona e Leandro Vissotto. Lucão pontuou, e os hermanos erraram o ataque seguinte, deixando Brasil com 18 a 17.

Mais tarde, com o placar em 20 a 20, o 21º ponto veio no grito dos brasileiros, beneficiados pela decisão da arbitragem em um lance polêmico em que Quiroga parece ter tocado com a mão esquerda na quadra brasileira. A torcida não quis nem saber e já comemorava. O técnico da Argentina e seu assistente, o lendário ex-jogador Marcos Milinkovic, ficaram revoltados com a marcação. Weber levou uma advertência, e o Brasil, o ponto.

A torcida gritou “é campeão” seguidas vezes, mas a Argentina não queria deixar, e adiou a conquista brasileira por mais um set, fechando a parcial em 26 a 24 para a irritação dos presentes e a comemoração da comissão técnica argentina.

Com os nervos à flor da pele, a seleção brasileira, que não esperava ser surpreendida pela Argentina dessa maneira, precisou ainda mais dos torcedores. E também de concentração. Bernardinho conversou com seus atletas. E a reunião no canto da quadra adiantou. O Brasil abriu 6 a 3, corrigindo algumas falhas.

Jogadores da seleção de vôlei comemoram título Sul-Americano com peixinho (Foto: Divulgação/CBV)

Jogadores da seleção de vôlei comemoram título Sul-Americano com peixinho (Foto: Divulgação/CBV)

Em seguida, dois erros alternados de saque, um de Dante , pelo Brasil, e um de Kukartsev, pela Argentina. Na sequência, ataque implacável de Lucão pelo meio, sem chances para os rivais. O Brasil abriu 9 a 4 quando Quiroga errou uma bola de ataque, mandando na rede, e depois fez uma expressão mostrando que o cansaço começava a bater. Quando o jogador foi para o saque, uma espécie de replay dos outros sets. Vaias sonoras para o camisa 9. Mas, desta vez, ele não sentiu a pressão, e Pereyra aproveitou o ataque para marcar.

O Brasil precisou de Wallace, que, novamente, chamou a responsabilidade para si pela direita e vibrou demais ao marcar em uma bonita diagonal. Lucão foi para o saque, mandou forte, mas os argentinos contaram com a sorte. No contra-ataque, a bola resvalou no bloqueio brasileiro antes de sair: 11 a 7.

A torcida estava nervosa e só conseguiu manter as vaias para os argentinos. Estava difícil retomar a cantoria. O ponto de Wallace, desta vez, foi pela esquerda, para aliviar um pouco o clima tenso no ginásio. Sidão recebeu de Bruninho e bateu forte, colocando 13 a 9 no placar. Ele foi para o saque e conseguiu mais um ace, levando os fãs à loucura. Mário Júnior, que estava no banco, pediu mais ajuda dos brasileiros. E eles corresponderam, fazendo barulho e empurrando o time no ponto final, marcado por Lucão: 15 a 10.

Confira a tabela completa e os resultados do Campeonato Sul-Americano:

Terça-feira, 06/08
Argentina 3 x 0 Chile (25/20, 25/12 e 25/23)
Brasil 3 x 0 Paraguai (25/7, 25/9 e 25/5)

Quarta-feira, 07/08
Chile 3 x 1 Paraguai (22/25, 25/16, 25/20 e 25/21)
Brasil 3 x 0 Colômbia (25/15, 25/18 e 25/12)

Quinta-feira, 08/08
Colômbia 3 x 2 Chile (18/25, 25/17, 23/25, 25/22 e 18/16)
Argentina 3 x 0 Paraguai (25/13, 25/10 e 25/15)

Sexta-feira, 09/08
Argentina 3 x 0 Colômbia (25/17, 25/9 e 25/17)
Brasil x 0 Chile (25/19, 25/19 e 25/17)

Sábado, 10/08
Colômbia 3 x 0 Paraguai (25/23, 25/13 e 25/15)
Brasil x 2 Argentina

Fonte: Globo Esporte