MARIA JOAQUINA

Por Willians Pinheiro, Morador de Maria Joaquina.

Quem conhece a linda e rica cidade de Cabo Frio, não imagina que existe um bairro tão abandonado e esquecido como Maria Joaquina (Tamoios).

Moradores, trabalhadores e crianças transitam nessas ruas com esgoto a céu aberto, lama, buracos expostos e todo tipo de perigo.

Um lugar onde não há coleta de lixo decente, saúde pública, arruamento, lazer. Serviços básicos para a sobrevivência de uma família.

Adolescentes e crianças sendo aliciadas pelo tráfico cada vez mais crescente na região. A violência fica cada vez mais evidente e nada é feito.

Em dias de chuva muitos moradores não conseguem sair de suas casas, pois as ruas ficam completamente alagadas e em muitos casos, as residências também.

Ironicamente os moradores batizaram uma rua como “Rua das Águas” devido ao seu estado com as águas de chuva e esgoto.

A força policial mais próxima fica na cidade de Búzios, e quando acionada não pode intervir, pois se trata de outra jurisdição. E quando a jurisdição competente é acionada, nada é feito devido à distância. Apesar de pertencer à Cabo Frio, os moradores de Maria Joaquina sempre precisam recorrer à Búzios quando o assunto é saúde, emprego e educação.

O único Modulo médico do bairro sofre com a falta de médicos e infra estrutura encerrando seu expediente às 16:00h. Existe apenas uma escola no bairro de 1ª a 5ª série, onde para conseguir vaga, os responsáveis precisam passar a madrugada na fila.

Para o lazer de nossas crianças, existe apenas uma praça, em péssimo estado, e uma pequena área gramada onde foi improvisado um campo de futebol onde todos os dias o esgoto dos bares vizinhos é despejado à luz do dia ao mesmo tempo em que as crianças brincam no local.

A situação de Maria Joaquina hoje é vergonhosa! Só o que pedimos é dignidade para nosso bairro.

FONTE: Portal Tamoios

POR ONDE CAMINHEI‏ – Ginásio Poliesportivo

Ginásio Poliesportivo

Sempre fui um incentivador dos esportes amadores e profissionais de Cabo Frio, investindo na formação de novos atletas. Construi o Estádio Correão, a Associação Atlética Cabofriense e apoiei diversos segmentos esportivos como o surf, o kart e o futebol, uma paixão nacional. Foi no meu governo que o time da Cabofriense ganhou destaque nacional e que várias escolinhas de futebol surgiram na cidade com o objetivo de tirar as crianças das ruas. Com a construção do Ginásio Poliesportivo, o esporte de quadra ganhou destaque, incentivando a formação de futuros atletas olímpicos. As competições passaram a ser realizadas com mais conforto. O ginásio tem capacidade para 3.200 pessoas com assentos individuais e uma quadra poliesportiva de madeira com dimensões oficiais.

TAMOIOS, A CIDADE DO LIXÃO

Por Alan & Katyuscia Chaparral

O Distrito de Tamoios, ou melhor, a cidade de Tamoios, afinal, devido as proporções podemos nos encaixar no perfil de uma cidade, encontra-se transformada em um verdadeiro lixão, ou melhor, na cidade do lixão.

Tal lixão tem contribuído para proliferação de ratos, baratas e urubus, além da participação ativa na eminência de mais um surto de dengue, afinal, os agentes propagadores encontram-se todos reunidos em nossa cidade.

Infelizmente nos últimos trinta dias, a coleta de lixo que é precária e ineficiente, pois, não vem abrangendo de forma satisfatória a população, se tornou ainda mais insuficiente.

Insuficiência esta que é facilmente constatada, porem, tal fato não encontra-se restrito as margens da Rodovia Amaral Peixoto, muito pelo contrário, as margens da Rodovia pode ser considerada apenas a ponta do Ice Berg, pois, o problema é bem maior e mais complexo nas ruas que ficam ao lado contrario a praia, ruas estas com verdadeiros amontoados de lixo, nas portas das residências e em alguns terrenos baldios, transformados em verdadeiros lixões.

Por falar em margens da rodovia, vale ressaltar, que a mesma “Lado Praia” encontra-se ainda a espera da conclusão da obra de urbanização, obra esta já inaugurada, divulgada e “PAGA” .

Muitas destas ruas possuem grandes extensões, algumas chegando a ter até um quilômetro de comprimento.

A situação em Tamoios tem se tornado cada vez pior, com o aumento da população as nossas carências estão cada vez mais gritantes, o caos que rege o nosso Distrito, ou melhor, a nossa cidade, tem tornado insustentável e insuportável o dia a dia de nossa população.

Se em meados de janeiro já estamos enfrentando problemas com insuficiência de coleta de lixo, imaginem o que iremos enfrentar no carnaval.

Sinceramente, o que Tamoios necessita de mais urgentemente é de um choque de ordem.

Um Forte Abraço a Todos,

Alan & Katyuscia Chaparral

Fotos Abaixo:

FONTE: Blog Alan do Chaparral

PRAÇA DAS ÁGUAS CABO FRIO – DESCASO OU DESCONHECIMENTO?

Por Charles Domingues

Estou em Cabo Frio há um ano, e realmente vejo como Deus foi generoso com essa cidade, que é dotada de um clima fantástico, onde a ventilação natural é algo que na maioria das vezes esta presente e por muita das vezes chega a substituir a climatização artificial, porem também vejo que apesar de toda essa generosidade do criador, o homem não vem dando continuidade a manutenção dessa obra, ou seja, é necessário que o homem além de cuidar do meio ambiente natural também preserve o meio ambiente artificial, contudo, o que vem a ser meio ambiente?

Lei 6938 de 31 de agosto de 1981-Política Nacional de Meio Ambiente;

O art.3º, I, da Lei 6.938/81, definiu Meio Ambiente como:

O Conjunto de Condições, leis, influências e interações de ordem física, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Posteriormente, com base na Constituição Federal de 1988, passou-se a entender também que o meio ambiente divide-se em físico ou natural, cultural, artificial e do trabalho.

Meio ambiente físico ou natural é constituído pela flora, fauna, solo, água, atmosfera etc., incluindo os ecossistemas (art. 225, §1º, I, VII).

Meio ambiente cultural constitui-se pelo patrimônio cultural, artístico, arqueológico, paisagístico, manifestações culturais, populares etc. (art.215, §1º e §2º).

Meio ambiente artificial é o conjunto de edificações particulares ou públicas, principalmente urbanas (art.182, art.21, XX e art.5º, XXIII).

Voltando ao titulo da nossa postagem, não sabemos se é descaso ou desconhecimento, senão vejamos:

Na belíssima Praia do Forte existe uma fabulosa obra, que foi a construção da Praça das Águas, na verdade se trata de um enorme lago de água doce com um volume estático,” segundo informações” de aproximadamente 1500 M3,  possui peixes de água doce, chafariz, cascata, iluminação e pedras cenográficas.

A Praça das Águas como todas as fontes ornamentais passam a fazer parte do meio ambiente cultural da cidade e como tal e de acordo com a PNMA 6938 de 31 de agosto de 1981, ela deve ser preservada e cuidada, haja vista ser um patrimônio da cidade, e também local de altíssima quantidade de visitantes, o que aumenta mais ainda com a chegada do verão e possibilita um contato maior das pessoas com o aerosol liberado pelo chafariz e cascatas. Logo fica a sugestão de que seja realizado tratamento específico visando a melhoria do aspecto da água, assim como um rígido controle da qualidade da água circulante (físico-químico e microbiológico), pois existe um circuito aberto com recirculação de água, que caso já não venha sendo realizado, que se passe a fazer um acompanhamento analítico, incluído cor, odor, materiais flutuantes, aspecto e pH dentre outros itens incluindo análise microbiológica especifica. Tais ações visam não só preservar a beleza da praça das águas, com uma água de melhor aspecto, mas também preservar os frequentadores, haja vista os mesmos sempre ficarem muito próximos da cascata e chafariz, e como já mencionei os mesmos produzem spray.

Abaixo inseri algumas fotos que demonstram a nossa preocupação com a conservação desse belíssimo patrimônio, assim como, também com as pessoas que freqüentam o local incluindo eu e a minha família.

Indicação da presença de vida, porém a água se encontra totalmente esverdeada

Pessoas alimentando os peixes

Queda d’água  com presença de biofilme

Presença de materiais de origem orgânica (Espuma esverdeada), agregado entre as pedras

Visão geral da condição da água

Chafariz (acima e abaixo), água totalmente verde, indicando presença de algas
(Detalhes do Spray)

Mais um detalhe do estado da água

Detalhe da coloração do retorno da água da fonte

 Abaixo Alguns “outros” detalhes em sequência

Cabe ressaltar que existem diversas formas de se trabalhar preventivamente, seja melhorando o estado atual da água por intermédio de tratamentos adequados, assim como realizando um rígido controle da qualidade físico química e microbiológica (análises específicas) da mesma, como já foi dito anteriormente.

Com o passar do tempo eu atualizarei a condição da praça das águas, seja sob aspecto conservação e limpeza, seja sob controle físico químico e microbiológico ao alcance da população.

FONTE: Blog do Charles Domingues

FATOS E OPINIÕES 4

CENTRO DE CONVENÇÕES

Alberto Corrêa e Castro Neto

Um Centro de Convenções é uma necessidade imperiosa para a cidade de Cabo Frio e isso ninguém discute. O que, talvez, não tenha chegado ao pleno conhecimento do cidadão cabo-friense são todas as vantagens diretas e os efeitos indiretos que ele provoca.

É claro que um centro tem condições de abrigar feiras de comércio, de negócios, congressos, convenções, exposições e permite reunir compradores, fornecedores, empresários, profissionais de diversas formações e clientes de uma forma geral. Mas, não é só isso!

Cabo Frio vem se tornando uma cidade mais populosa e, portanto, mais complexa e cosmopolita. Nos últimos anos os gestores públicos não se sensibilizaram o suficiente com esse novo futuro que se apresenta e não estabeleceram o planejamento urbano tão necessário à sua ordenação. Exemplos não faltam: ruas abarrotadas de veículos, crescimento assustador da taxa de desemprego, favelas se multiplicando como relata o jornal Globo (27/12/2011) que classifica o bairro do Jacaré, com 8.384 moradores, como um modelo de crescimento desordenado e por aí vai!

O denominado Centro de Convenções por si só já é um pólo indutor para o desenvolvimento local. Ele já fazia parte do plano de longo prazo do governo Alair Correa e estava previsto para se materializar no biênio 2008/2009. Ora, o planejamento é um processo contínuo e permanente, e abrange diversas administrações – até mesmo pelo princípio da continuidade administrativa -mas não foi assim que o atual governo entendeu. O Centro de Convenções se transformou numa promessa não cumprida. As obras estão sempre começando!

Vejam o que disse a imprensa local em 7/06/2008: “A construção do Centro de Convenções de Cabo Frio, prevista para começar em 70 dias, gera otimismo e promessa de melhorias para setores comerciais e turísticos da cidade …. (Folha dos Lagos e www.gentepraias.com.br)”. Passaram-se dois anos e a conversa fiada continua: “Cabo Frio terá Centro de Convenções …. (EXTRA, 11/08/2011)”.

É incontestável o benefício direto advindo da existência de um Centro de Convenções. Isso todos entendem. Mas, o que talvez ainda não se tenham dado conta são os efeitos indiretos.

Por exemplo, estamos muito próximos da maior bacia petrolífera do Brasil e da maior base logística não só da Petrobras como também das centenas de empresas que dão apoio às atividades “offshore”. É óbvio que seus seminários e congressos passarão a ser realizados em Cabo Frio, porém – com grande certeza – elas passarão a localizar seus escritórios e galpões na nossa cidade, diante das facilidades do aeroporto, amenidade de clima, bem estar de seus diretores e funcionários e demais benesses que nossa cidade proporciona. E vejam que isso envolve empresas de diversos segmentos que vão da atividade exploratória e de produção, passando pela informática e empresas de hotelaria, até o apoio marítimo às plataformas de produção.

Só para dar mais um exemplo, imaginem os congressos na área médica.

Eles irão facilitar o aprimoramento de nossos médicos sem a necessidade de grandes deslocamentos, além de trazer médicos de todo o país para a nossa cidade. Cabo Frio poderá vir a se tornar um pólo de excelência na região e, como conseqüência, será natural a vinda de novos hospitais, clínicas e laboratórios. Parece que já se estuda a implantação da Rede D´Or aqui em nossa cidade, atendendo a toda a Região dos Lagos. Já pensaram…a Lagos D´Or! Isso seria muito bom até mesmo para o sistema público de saúde que – certamente – sofreria o efeito demonstração e teria que se adequar e começar a prestar um serviço de melhor qualidade.

Podíamos aqui ficar dando exemplos e exemplos, pois eles são incontáveis!

A propósito, o município de Paraty – através do Paraty Convention & Visitors Bureau – disponibilizou na rede mundial (www.paratyonline.com) o resumo do estudo de viabilidade para construção e gestão de centros de convenção em Cabo Frio, Paraty e Nova Friburgo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O relatório final foi publicado em 25/06/2010.

O estudo diz que o perfil de edificações é muito semelhante nos três municípios, com capacidade para 1.500 pessoas, 500 vagas de estacionamento, área construída de 5.604 m2, custo total estimado em R$ 5.644.132,01 o que representa um custo por metro quadrado de R$ 1.007,00. Vamos ficar atentos!

Ora, se os números são esses mesmos, o centro poderia ser construído sem a necessidade de recursos do BID, nem do governo federal ou estadual. Com 5 (cinco) dias da arrecadação de Cabo Frio essa obra já poderia ter sido realizada há muito, mas muito tempo! Considerando a arrecadação milionária nesses últimos sete anos – mais de R$ 3.000.000.000,00 – com somente 0,002 desse valor já teríamos o tão necessário Centro de Convenções em pleno funcionamento.

Cabo Frio realmente está fora dos trilhos. Tal qual uma locomotiva sem condutor ela trafega claudicante sem rumo e sem objetivos. Caro cidadão, se a cidade é sua então zele por ela e escolha um administrador experiente, que conheça as pedras do caminho e saiba como afastá-las … Ainda é tempo de retomarmos o processo de desenvolvimento e redefinirmos o futuro de nossa cidade!

SÓ DEUS PARA ENTENDER!

O governo atual estará completando, no dia 31/12, sete anos dirigindo a cidade.

Nestes 84 meses, o município arrecadou a extraordinária soma de R$ 3.150.000.000,00 (três bilhões e cento e cinquenta milhões de reais). Valor equivalente a 100 mega senas acumuladas de R$ 31.500.000,00 (trinta e um milhões e quinhentos mil reais). É muito dinheiro, não acham? Somos verdadeiramente uma cidade milionária.

Nos 8 anos em que estivemos à frente da administração da nossa Cabo Frio, a cidade arrecadou 10 vezes menos do que o governo atual. Não é preciso lembrar que, com 10 vezes menos, aquecemos a economia e ainda conseguimos fazer grandes obras e mudar a cidade inteira. Devemos perguntar: O que aconteceu nestes 7 anos com o governo atual para conseguirem, literalmente, parar a cidade, embora tivessem mais de 3 bilhões para trabalhar? Pareciam estar com as mãos atadas, o prefeito com os olhos fechados, ouvidos tapados e, apenas a boca sendo utilizada para falar, falar, falar, e o pior, sem conseguir dizer praticamente NADA.

A cidade esteve nas manchetes dos jornais:

•PASSEATA PELA FALTA DE SEGURANÇA;

•PROTESTOS NAS RUAS PELO PÉSSIMO ATENDIMENTO NA SAÚDE;

•PANELAÇO EM FRENTE À PREFEITURA DOS SEM-MORADIA, DOS FUNCIONÁRIOS, DOS TAXISTAS, DOS ESTUDANTES, DOS PROFESSORES, DOS ARTESÃOS;

•DOENÇAS EM EPIDEMIA:
- Mortes causadas pela Gripe Suína, momento em que houve desvio do remédio (tamiflu) por assessores;
- Meningite: mais gente morrendo.

•MAREMOTO, COM A INVASÃO DA ORLA QUE FICOU DESTRUÍDA;

•PROTESTOS POR APROVAÇÃO DE OBRAS EM ÁREAS PÚBLICAS:
- Como condomínios no Peró;
- Na Ogiva;
- Em frente à Praça das Águas…

•POSTOS SEM REMÉDIOS, HOSPITAIS SEM LENÇÓIS E SEM EXAMES LABORATORIAIS;

•PREFEITO DESRESPEITADO E AMEAÇADO POR SECRETÁRIOS, VEREADORES E PELO POVO.

O dinheiro (3 bilhões)entravam e saíam e ninguém viu. Deixo claro que não vejo como tanto dinheiro possa ter sido roubado. Certamente esses bilhões não foram roubados, no entanto a população está perplexa ao verificar que em Cabo Frio acontecem coisas desagradáveis, como as expostas acima: Mortes, calamidades, doenças, mar se levantando, tudo como se fosse uma maldição.
O governo não soube proporcionar uma vida digna para nossa gente, mesmo com tanto dinheiro entrando e acabando em seguida! Só Deus para entender!

Até amanhã!

Alair Corrêa

FATOS E OPINIÕES 3

Alberto Corrêa e Castro Neto

A já conhecida ciclovia RJ 171, na Praia do Forte, ganhou mais alguns metros de extensão. Para tanto foram pintadas faixas vermelhas, as “ciclofaixas”, ao longo da Avenida do Contorno utilizando-se a própria via pública que margeia o calçadão da praia.

Não há dúvida de que a bicicleta apresenta uma série de vantagens. Ela tem um preço acessível, baixo custo de manutenção, reduzido impacto sobre o meio ambiente, não requer combustível, favorece a saúde do usuário e serve tanto para transporte quanto para lazer.

Porém, um grande problema associado às ciclovias e ao uso das bicicletas é a questão da segurança. É fundamental que elas tenham manutenção constante e que os cidadãos (motoristas, ciclistas e pedestres) respeitem as normas de trânsito, e mais, respeitem o próximo!

Até aí, tudo bem! Mas temos algumas dúvidas quanto à nossa ciclovia RJ 171 nos seguintes aspectos:

A Avenida do Contorno foi projetada para a circulação concomitante de dois carros, lado a lado, em seu asfalto. É comum vermos veículos parando na sua pista da direita para desembarque de pessoas ou de produtos (gelo, água, refrigerantes, pranchas, etc.) e outros em baixíssima velocidade apreciando as nossas belezas naturais. Nesses poucos momentos, a avenida fica com somente uma pista para o fluxo de trânsito. Com a ciclofaixa há, supostamente, uma interrupção permanente dessa pista, ou seja, os carros só se movimentarão em fila indiana, já que a pista da direita estará reservada aos ciclistas.

Também nos preocupamos com o fato de que a existência de uma faixa de circulação de bicicletas dará uma sensação de segurança aos ciclistas, eles ficarão mais confiantes quanto à sua própria segurança, porém, o nível de conscientização e respeito de nossos motoristas ainda está um pouco distante de uma educação, digamos, nórdica, e, desta forma, poderão ocorrer, com frequência, acontecimentos extremamente desagradáveis na RJ 171.

Bem, nossos caros leitores já estão imaginando a confusão que certamente acontecerá. Agora, a nossa maior surpresa e espanto – se é que alguma coisa hoje em Cabo Frio nos cause assombro – foi observar o trecho que está próximo à duna preta. Nesse trecho que só dá passagem para um veículo, a rua está dividida ao meio pela faixa da ciclovia, o que torna uma impossibilidade física o tráfego de um carro e uma bicicleta ao mesmo tempo. Bem, a não ser que o motorista seja um ás no volante e trafegue em duas rodas naquele trecho ou nas quatro, mas com duas delas em cima da calçada. São coisas dessa Prefeitura! Aliás, sem falar no grande buraco – coroando o final dessa ciclovia – que irá projetar o pobre ciclista no duro asfalto, que, por sorte dele ou “economia”, é bem fininho!

E a coisa está tão feia que ainda não conseguimos entender as 62 (sessenta e duas) rachaduras existentes antes mesmo da inauguração do, digamos, trecho nobre da ciclovia, e pior, ninguém se manifesta, ninguém diz nada. O custo de sua construção (R$ 415,00/metro) está bem acima do custo estimado por especialistas e órgãos governamentais que é de, aproximadamente, R$ 120,00/metro (Sombras no Paraíso XXXII, Blog do Alair). Por favor, não venham nos dizer que a tinta vermelha para a ciclofaixa é que foi cara …

Seria muito bom – já que o nosso país funciona na base das liminares – que elas existissem, preventivamente, contra os “malfeitos” e os “caras-de-pau”. E lembrem-se maus gestores públicos, mesmo com tudo e todos contra, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!

Final da ciclofaixa ou, talvez, início das obras do metrô de Cabo Frio

Bicicleta de um lado, carro do outro (ambos em duas rodas para que caibam)

Trecho da ciclofaixa com a árvore de 650 mil reais ao fundo

Olha..ainda me assombro a cada dia com as notícias de Cabo Frio! Se já não bastassem as notícias sobre os problemas diversos que se acumulam na cidade, as obras realizadas também causam espanto.

O objetivo principal de uma ciclovia é o de dar mais segurança ao ciclista em todo o seu percurso. Analisemos: que segurança a mais terá o ciclista neste espaço? Nenhuma, pelo contrário, pois o trânsito de bicicletas aumentará no meio dos carros. Então, justifica-se uma obra desse tipo e, ainda mais, a um custo tão alto, se em parte considerável deste espaço não há diferença alguma em termos de segurança?
Há duas semanas eu estava caminhando pelo trecho onde antes era o canteiro central, e pude comprovar a má qualidade do material utilizado. Tudo novo, recente, e já cheio de rachaduras.

A ciclovia ficou sem função (pois não cumpre seu objetivo principal de dar segurança aos ciclistas), ficou com grande trecho mal feito (piso cheio de rachaduras,em pouco tempo poderá estar cheio de irregularidades), prejudicou a paisagem (acabou com o verde que havia no canteiro central) e causará tumulto no trânsito, com alta probabilidade de acidentes, já que haverá maior volume de bicicletas no mesmo espaço disputado por automóveis.

Luciana G. Rugani de BH