Por Luciana G. Rugani
Há uns doze anos atrás, Cabo Frio era uma cidade que buscava maior inserção no mundo do turismo. A cidade já era conhecida por sua natureza peculiar, belas praias, clima agradável. Mas, o prefeito à época, Alair Corrêa, tinha planos de torná-la um dos principais roteiros turísticos do país. Para isso, elaborou um projeto com medidas de curto e longo prazos. As medidas de longo prazo foram interrompidas com a entrada do governo atual. As medidas de curto prazo foram inúmeras.
A cidade não poderia tornar-se um dos mais procurados roteiros turísticos sem primeiramente melhorar suas condições de infraestrutura, sem ser um lugar não só com beleza, mas também com limpeza. Assim, além das obras de infraestrutura, havia todo um cuidado diário com a limpeza das ruas e manutenção dos diversos jardins e praças que foram criados. E ainda, a guarda municipal, com um efetivo muito maior do que hoje nas ruas, podia fazer um trabalho muito melhor de guarda dos bens públicos, além de colaborar na segurança da cidade. Quase não se via pichação, e quando acontecia era logo providenciada a limpeza.
E foi com todo este planejamento e organização que o objetivo foi alcançado: Cabo Frio conseguiu inserir-se como um dos melhores roteiros turísticos brasileiros, além de conquistar o título de cidade mais limpa do Brasil. Tanto trabalho, tanto esforço e organização só poderiam mesmo levar ao sucesso e reconhecimento nacional da cidade. Esta é a lembrança que tenho da cidade naquela época…época em que muitas conquistas foram auferidas, mesmo com a cidade recebendo um valor quatro vezes menor de royalties que o valor recebido no governo atual.
Hoje, basta uma pequena volta pelas ruas da cidade para vermos que muita coisa mudou..há duas semanas resolvi registrar fotos de alguns jardins e bancos da Praça das Águas, bancos de praça no Braga e madeiras do deck do Canal do Itajuru. Acrescentei também três fotos da melhor época de Cabo Frio, a que me referi acima. Podemos ver que, para uma cidade cuja arrecadação atual encontra-se em mais de um milhão de reais por dia, e que arrecadou nestes últimos oito anos mais de três bilhões de reais, a manutenção dos bens públicos está deixando muito a desejar… o padrão de conservação da cidade não é um padrão coerente com a arrecadação que possui. Além da falta de manutenção, os vândalos estão agindo livremente e a pichação tomando conta, pois o número de guardas municipais nas ruas foi reduzido drasticamente, sendo impossível controlar o vandalismo.
Como entender! Manter praças bem cuidadas é algo tão simples para qualquer cidade, é o mínimo que se espera, e nesta cidade tão rica a área ficar assim, descuidada… São pequenas coisas, pequenas observações, mas que revelam muito sobre a diferença entre as duas gestões.
Em nossas pequenas atitudes revelamos muito de nosso jeito de ser, e assim também é com a administração. Nas pequenas ações, fica impresso o estilo, o jeito de cuidar, a atenção que se dá. “Pequenas atitudes falam muito a nosso respeito”.
CABO FRIO ONTEM
Oito anos atrás..praça bem conservada e com águas limpas
As pérgulas garantiam sombreamento nos bancos
Noite – praça bem iluminada, ambiente agradável
CABO FRIO HOJE
Banco quebrado na Praça das Águas
Má conservação de bancos e jardins
Além de quebrados, pintura sem manutenção
Pichação no paisagismo
Pichação
Falta de manutenção em jardins e gramado
Plantas enfraquecendo sem manutenção
Gramado escasso
Mais fácil retirar que conservar..a retirada das pérgulas deixou a praça sem área com sombreamento
Madeiras do deck do Canal do Itajuru, também sem manutenção
Má conservação de bens públicos
Banco de praça no Braga
FONTE: Blog Carpe Diem








É com imensa tristeza que estamos vendo a nossa cidade de milionária receita em galopante decadência econômica, social e moral. A cidade sem governante, encontra-se como uma nau à deriva. Isto nos reserva um destino incerto e teremos, com paciência, de aguardar o fim dessa tempestade. Que bom que estamos em ano eleitoral, assim terá um fim antes de irmos a pique de vez.