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MESES PERDIDOS
Quando me disseram que saiu uma matéria em um jornal local com o título “pesquisa da Secretaria de Turismo traz boas surpresas”, quis ler, pois fiquei curioso. Realmente existia a matéria sobre o turismo…de Arraial do Cabo. Fica a pergunta: e Cabo Frio, o que está fazendo?
Sempre que falo sobre o rumo do turismo de Cabo Frio, digo que está equivocado porque, atualmente, acham que um show resume o significado de turismo.
Estamos no mês de abril que, junto aos meses de março e maio, são os melhores meses de praia e sol em nossa terra. Quem é daqui, ou vive aqui há algum tempo, sabe do que estou falando. A água transparente, uma leve brisa, sol quente e povo vibrante, são o conjunto que me leva a perguntar o porquê de não se trabalhar isso.
Janeiro e fevereiro já possuem o seu devido espaço no nosso turismo. Agora, os meses de março a maio que, por tradição, são maravilhosos, deveriam receber uma atenção especial, trabalhando as agências de turismo de São Paulo, Minas e outros estados, de forma a trazermos aqueles que não tiveram suas férias na alta temporada, oferecendo maiores atrações e levando a eles o que temos de melhor nesse período: a praia e uma cidade receptiva, transformando o que atualmente são meses de movimentação local em uma continuidade da alta temporada, incrementando o comércio e a hotelaria.
Isso é o básico, sem muito mistério. Perderam 8 anos inventando um turismo inexistente e deixando de fazer o dever de casa. Vamos mudar isso, transformando esse período em uma nova realidade para o turismo e a população.
Até amanhã !
Alair Corrêa
FINAL DE SEMANA NO RIALA PARQUE AQUÁTICO
ARRAIAL DO CABO – BÚZIOS – SÃO PEDRO DA ALDEIA – IGUABA GRANDE – ARARUAMA
ARRECADAÇÃO DOS ROYALTIES EM FEVEREIRO / 2012
OS CINCO MUNICÍPIOS JUNTOS RECEBERAM 15 MILHÕES DE REAIS DE ROYALTIES DO PETRÓLEO NO MÊS DE FEVEREIRO. CABO FRIO SOZINHO RECEBEU 43 MILHÕES E 500 MIL REAIS, 28 MILHÕES E 500 MIL REAIS A MAIS.
ISSO MESMO!!! CABO FRIO RECEBEU, SÓ NO MÊS DE FEVEREIRO, 28 MILHÕES E 500 MIL REAIS A MAIS QUE OS CINCO MUNICÍPIOS JUNTOS.
ARARUAMA
ARRAIAL DO CABO
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
IGUABA GRANDE
SÃO PEDRO DA ALDEIA
ALERJ – DISCURSO EM 2007 DO DEPUTADO ALAIR CORRÊA
O SR. ALAIR CORRÊA – Sr. Presidente que ora preside os nossos trabalhos, Srs. Deputados, estamos retornando a esta Casa depois de 12 anos de ausência, quando aqui estivemos fisicamente defendendo o povo de nosso Estado. Mas também estivemos representados aqui, a partir de 2002, pelo nosso filho, o falecido Sr. Deputado Márcio Corrêa.
É evidente que, depois de 12 anos, retorno a esta Casa com muito mais experiência. Aprendi muito à frente do Executivo para dar a minha contribuição ao Parlamento do Estado do Rio de Janeiro. Estarei vigilante nesta tribuna. Já nos comícios que realizei para milhares de pessoas no Estado do Rio de Janeiro, mais precisamente na Região dos Lagos, afirmei sempre que seria forte nesta tribuna, na defesa dos interesses do povo do meu Estado. Procurarei, daqui deste local, impedir, se for possível, que se cometam injustiças com governos anteriores, com companheiros que não estão mais aqui, com os mais diversos segmentos da nossa sociedade.
Estou na bancada do Sr. Governador Sérgio Cabral, para quem pedi voto e que ajudei a eleger, ao contrário de outros Srs. deputados que, talvez, tenham sido eleitos com os votos do Sr. Governador Sérgio Cabral. Isso me dá, então, bastante qualidade para sair em sua defesa quando for necessário e, também, para defender aqueles que forem injustiçados.
Nós, que somos da Região dos Lagos, começamos uma nova era em 1994, quando aqui cheguei, quando alertei o então Sr. Governador Marcelo Alencar que estava na hora de fazer a verdadeira fusão deste Estado. O Governador deste Estado se fixava aqui na capital e não dava nenhuma atenção ao interior do Estado, à periferia deste Estado. O Sr. Governador Sérgio Cabral começou, então, numa verdadeira romaria, a visitar o antigo Estado do Rio e a levar as obras que começaram a fazer a grande mudança neste Estado.
Esta Casa foi cercada em várias ocasiões, quando eu liderava a bancada do PSDB, pelos corporativistas que não queriam que nós resolvêssemos o problema da água, do acesso da energia elétrica da nossa região. E nós, aqui desta tribuna, a trincheira que escolhemos para defender a nossa região e o nosso Estado, fizemos valer, fizemos com que o Governador percorresse o Estado do Rio, levando as suas obras e mudando a história da Região dos Lagos.
Chegaram o Sr. Governador Garotinho e, em seguida, a Sra. Governadora Rosinha. Não vamos agora, porque somos ligados ao PMDB, porque somos ligados ao Sr. Governador Sérgio Cabral, permitir que aliados de ontem, que se beneficiaram do Governo Garotinho, que se beneficiaram do Governo Rosinha, hoje, querendo tirar proveito do novo governo, na imprensa, nas rádios e nos jornais façam comparações absurdas, esquecendo o que esses dois governadores fizeram pela Região dos Lagos.
Esquecer o feito é o mesmo que sepultar histórias; esquecer o atendimento à população é o mesmo que virar as costas para o direito, para o justo. Nós sabemos das dificuldades deste Estado, quando se fala em déficit de um bilhão e quinhentos milhões. Vão ver o déficit do Estado de São Paulo, que é de bilhões e bilhões. Na maior potência do mundo, os Estados Unidos, são trilhões de dólares de déficit.
Cabe então a nós, que somos governo, trabalhar para diminuí-lo dentro de princípios que possam ser vistos pela sociedade, respeitosamente pela sociedade.
Os ministros do Sr. Presidente Lula começam a falar que é preciso fazer um governo com programa de 20 anos. Em Cabo Frio, com um programa de 20 anos executado a partir de 1996, nós mudamos a história daquela cidade.
Infelizmente, os homens estão vendo depois o que já deveria ter sido feito anteriormente. Não será em um ano que acabaremos com um déficit público de um bilhão e quinhentos milhões de reais. É preciso também, como eu fiz em Cabo Frio e como se quer fazer agora no âmbito do governo federal, estabelecer um programa que vá diminuindo esses déficits sem afetar a sociedade fluminense, sem afetar as crianças, os jovens, as famílias deste grande Estado.
É uma alegria enorme voltar para a Assembléia. É muito melhor, posso dizer, do que ser executivo, porque não se tem uma tribuna como esta. Naquela ocasião não tínhamos, como agora, um canal de televisão entrando nas casas dos cidadãos deste grande Estado.
Na passada, no mês passado, em uma grande reunião, eu falava de sonhos, eu falava de projetos. Mencionei que nos Estados Unidos, em uma reunião com seus alunos, um de professor de medicina citava a história de Bethoven. Ele lembrava que os pais de Bethoven eram uma mulher com tuberculose e um homem com sífilis. O primeiro filho do casal nasceu cego; o segundo nasceu surdo; o terceiro nasceu com defeito nas pernas; o quarto morreu. Quando aquela mulher estava grávida do seu quinto filho, os vizinhos, todos, começaram a orientá-la no sentido de abortar. O professor, então, sugeriu aos alunos da universidade uma votação e eles decidiram no voto que aquela mulher deveria provocar um aborto.
O professor falou para os alunos: “Vocês acabaram de matar Bethoven, simplesmente porque Bethoven, o mestre da composição, com 250 anos de história, nove sinfonias, três destinadas a Napoleão, simplesmente foi o único filho daquela mulher – quatro nasceram com problemas – que nasceu normal.” Quase privam o mundo da sua experiência, da sua vocação, da sua inspiração.
Abordo isso para dizer aos deputados que estão ingressando comigo neste mandato que não deixem que ninguém aborte o seu sonho. O sonho é seu, assim como o voto é seu, assim como o voto é meu. O meu voto tem que valer nesta Casa. Não pertence ao Presidente do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas, não pertence ao Presidente do Tribunal, não pertence ao Presidente do Tribunal de Justiça, não pertence ao governador, pertence a você, que é deputado. Se quisermos ser fortes, não deixemos que abortem os nossos sonhos. É preciso deixar viva em cada um dos senhores a nossa esperança. Se assim for, mudaremos realmente a história do Estado do Rio de Janeiro e conceituaremos o Parlamento fluminense.
Muito obrigado!
Alair Corrêa
FONTE: Alerj
O TURISMO EM CABO FRIO
Por Luciana G. Rugani
Recentemente, o Ministério do Turismo elaborou a lista de roteiros turísticos para os visitantes da Copa 2014 e indicou cento e oitenta e quatro destinos, sendo dez do Estado do Rio de Janeiro, deixando de fora a cidade de Cabo Frio.
É… os tempos são outros! Uma cidade que, pela relevância do desenvolvimento obtido, já foi considerada capital da Região dos Lagos, antes reconhecida como um dos principais destinos turísticos do Brasil e hoje não é indicada para compor uma lista de dez roteiros turísticos no estado! No governo de Alair Corrêa, a cidade possuía eventos diversificados durante todo o ano, pois, justamente por ser uma cidade atrativa, era muito visada para a realização dos mesmos. Assim, o turismo permanecia o ano todo. O trabalho de divulgação era intenso. Lembro-me bem de ter assistido, por volta de 2000, ou 2001, um programa de TV na capital mineira que falava sobre o sistema de setorização cromática, idealizado por Alair, que levou a cidade a ser classificada como a mais limpa do Brasil. O programa mostrou a limpeza das ruas e o entrevistou. Ouviam-se boas notícias da cidade fora de suas fronteiras.
Ultimamente, a cidade tem sido manchete dos jornais através de notícias sobre violência, favelização, problemas na saúde e educação, e por aí vai. Infelizmente são muitos os problemas acumulados, e isso afasta grande parte dos turistas, principalmente aqueles que vivem nas capitais e que buscavam a cidade justamente porque era um lugar tranquilo, seguro e acolhedor, diferente de suas cidades de origem. Além disso, a cidade está há sete anos sem planejamento direcionado ao turismo. Até hoje a cidade não possui seu Plano Diretor de Turismo, apesar da obrigatoriedade prevista no § 2º do art. 243 da Lei Orgânica Municipal, e, pelo que temos observado, caso existisse seria mais um documento a simplesmente cumprir uma formalidade, visto que, em termos de ações e atitudes (apesar da arrecadação bilionária) os últimos anos foram de completa paralisia no setor.
Vale reler trecho da matéria que saiu no Jornal de Turismo, em julho/11:
“Já Cabo Frio quer acabar com o estigma de ‘cidade onde cariocas buscam passar apenas o verão’. A prefeitura montou um calendário de eventos…, além de festivais gastronômicos… Com a divulgação dos dados do Censo 2010, constatou-se um número elevado de residências fechadas” (trecho do artigo “Cidades da Região dos Lagos (RJ) participam do Salão Nacional de Turismo”, publicado no dia 11/07/11, no Jornal de Turismo – http://www.jornaldeturismo.com.br )
Já há algum tempo que não passa despercebido o fato do turismo ter decaído na região. E, para atacar realmente esta questão, não basta simplesmente estabelecer um calendário de eventos. No governo Alair, havia todo um conjunto de ações, um planejamento estratégico que culminava no turismo o ano inteiro, o que quer dizer: havia um planejamento turístico sustentado por medidas concretas em relação a questões de infraestrutura. Como a cidade investia em melhores condições de segurança, saúde, urbanização, incentivo e apoio a empreendimentos hoteleiros, naturalmente era atrativa para muitos eventos e ainda contava com intensivo trabalho de divulgação que correspondia à sua realidade. É como diz o § 1º do art. 243 da Lei Orgânica: “O Município definirá a política municipal de turismo, buscando proporcionar as condições necessárias para o pleno desenvolvimento da atividade”. E, as condições necessárias para o pleno desenvolvimento da atividade, a que se refere o artigo, também passam pela questão da segurança, do emprego, das condições sociais de sua população carente e pela limpeza e conservação das praias e dos bens públicos, pois, sem um efetivo empenho por parte do governo municipal para melhorar estas questões, a eficácia de qualquer política de turismo fica comprometida, fica difícil reerguer a cidade ao patamar, antes ocupado, de cidade com reconhecimento nacional no turismo.
Agora solicitam uma reavaliação da decisão e clamam pela inclusão da cidade no roteiro 2014 utilizando argumentos que não condizem com a realidade, entre eles o de que os serviços médicos são referência para os moradores da região. Acontece que já foi assim no governo de Alair, pois Cabo Frio era a cidade mais procurada para atendimentos, mas, hoje, a história é outra. Hoje as notícias chegam numa velocidade surpreendente em qualquer lugar deste país e do mundo, e o que mais temos visto são notícias de problemas sérios na saúde cabofriense, como surtos de diversas doenças e moradores de Cabo Frio tendo que buscar atendimento em hospitais de outras cidades da região.
Para concluir, independente do resultado do pedido de reavaliação, é preciso que haja a conscientização de que essa questão da não inclusão da cidade no roteiro da copa é um importante sinal de alerta que traduz claramente a irrelevância da cidade, hoje, no cenário turístico brasileiro, confirmando, a nível nacional, o que já percebemos por aqui: a inexperiência administrativa da gestão atual, que permitiu a perda de conquistas antes notórias e conhecidas em todo o país.
NOVIDADE NO RIALA PARQUE!!!
SOMBRAS NO PARAÍSO XXIX
POR ALBERTO CASTRO NETO & CARLOS SEPÚLVEDA
ESCONDIDINHO
Todas as organizações, sejam públicas ou privadas, têm os seus regulamentos que definem, digamos assim, as regras do jogo. A começar por um condomínio, com a sua convenção, um clube, com os seus estatutos até os diversos níveis da República, com sua Constituição Federal, Estadual e Leis Orgânicas Municipais.
É de interesse dessas organizações que seus regulamentos sejam amplamente divulgados e de total conhecimento dos interessados, sejam eles condôminos do prédio, associados do clube ou os cidadãos componentes dos diversos municípios que compõem os respectivos Estados e a Federação. É o princípio da transparência que levou um grande juiz da Suprema Corte Norte-americana a traduzir, em língua popular, o princípio da publicização: a luz do sol é o melhor detergente que se conhece.
A não ser por motivos inconfessáveis, um síndico esconde a convenção do condomínio, a direção de um clube dificulta o acesso a seu estatuto ou um ente governamental não dá a devida publicidade à sua legislação.
Aqui na nossa pobre cidade rica – a terra dos R$ 3.000.000.000,00 – isso acontece com bastante freqüência e em todas as áreas. Recentemente um aluno de nosso curso de formação política nos perguntou onde conseguiria o Regimento Interno da Câmara Municipal de Cabo Frio. Respondemos, sem titubear: – Ora, no site da Câmara! Então, ele nos disse que tinha tentado e não tinha conseguido. Um pouco espantados, acessamos a página de divulgação daquela casa de má nota e…nada. Não aparece nada.
Consultamos o site das Câmaras de outros municípios e constatamos o destaque que é dado aos seus regimentos internos (a lei que rege a Câmara). O caro leitor pode acessar, por exemplo, a Câmara de Rio das Ostras (www.camarariodasostras.com.br) ou a de Macaé (www.cmmacae.rj.gov.br).
É – a nossa câmara está mais para um boteco. Não podemos crer em má-fé, achamos que é incompetência mesmo. Também, uma Câmara que se reúne numa tarde de verão, em pleno recesso, para aprovar uma lei que, apesar de legitimada por uma liminar, é legal mas não é legítima.
O mais interessante é que a empresa vencedora da licitação tem um nome pomposo: Central Park 33 – quem sabe uma homenagem ao centro financeiro de New York – e mais, o número 33, os números centrais da Lei 2336, talvez uma mistura de Centro e Central com a lei e seu número ou, então, um grande deboche ou tudo uma grande coincidência. Podemos ainda especular que 33 é o número repete a trindade, a trilogia. Ë cabalístico, é a idade de Cristo.
Não somos especialistas neste cipoal legislativo de nosso país, com milhares de embargos, recursos, agravos, liminares, etc.etc. e bota etc. nisso, que fez Jean Giradoux comentar que: “Não há melhor maneira de exercitar a imaginação do que estudar direito. Nenhum poeta jamais interpretou a natureza com tanta liberdade quanto um jurista interpreta a verdade”. Não sabemos se no caso cabe uma ação de inconstitucionalidade, uma ação declaratória de nulidade, de ilegalidade ou outro instrumento qualquer, mas, o que temos certeza é de que houve um choque entre uma lei ordinária (2336) e a lei orgânica municipal
A propósito do Regimento Interno, estamos encaminhando sugestão ao Tribunal de Contas do Estado para que inclua em sua página – à semelhança que fez com as Leis Orgânicas dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro – o Regimento Interno das 92 Câmaras Municipais. Assim, acaba o problema de nosso amigo.









