Alerta: Gilmar ignora resolução de Fachin e o poder nas eleições
03/10/2026Em um cenário político cada vez mais dinâmico e, por vezes, controverso, o papel dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições ganha destaque. No final de 2026, uma série de eventos recentes tem gerado um debate acalorado sobre os limites da atuação individual de magistrados e a competência de diferentes esferas da Justiça Eleitoral. O epicentro dessa discussão é a atuação do ministro Gilmar Mendes, que, segundo observadores e juristas, estaria assumindo uma posição de “corregedor-geral” das eleições, desconsiderando explicitamente uma resolução anterior do ministro Edson Fachin. Este alerta gilmar ignora, desafiando as normas estabelecidas para evitar a avocação de processos por critérios questionáveis e, com isso, impactando diretamente o pleito. A prática de decidir monocraticamente sobre demandas eleitorais, muitas vezes a partir de pedidos de extensão em reclamações antigas, levanta sérias questões sobre a isonomia e a previsibilidade do processo eleitoral. A relevância deste tema transcende o campo jurídico, atingindo a própria percepção pública sobre a integridade e a imparcialidade do sistema eleitoral brasileiro, em um ano crucial para a definição dos rumos políticos do país.
A Controversa Atuação Monocrática do Ministro Gilmar Mendes
A controvérsia em torno da atuação do ministro Gilmar Mendes nas eleições de 2026 intensificou-se devido à sua prática de decidir monocraticamente sobre uma gama de questões eleitorais. Essa conduta tem sido percebida como um desrespeito à Resolução n. 921/2026, editada pelo ministro Edson Fachin, que visava justamente coibir a seleção manual de processos e garantir a distribuição equitativa. A resolução de Fachin buscou impedir que ministros utilizassem processos antigos, muitas vezes sem conexão direta com novas demandas, para atrair para si a relatoria de ações que lhes interessavam, driblando o sistema de sorteio automatizado. No entanto, o decano tem utilizado uma reclamação ajuizada em maio pelo deputado petista Zeca Dirceu contra postagens de Deltan Dallagnol como alavanca para decidir sobre uma miríade de outros pedidos relacionados ao pleito. Essa abordagem levanta questionamentos sobre a usurpação da competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a quebra da isonomia processual, uma vez que tais decisões podem influenciar diretamente os resultados eleitorais e a conformação política.
Decisões que Moldaram o Cenário Eleitoral
Entre as decisões mais notáveis, destaca-se o acolhimento do pedido de Paulinho da Força, do Solidariedade, para que a Rede Globo incluísse Renan Santos em um debate, que posteriormente foi cancelado. Mais recentemente, uma nova petição de Zeca Dirceu solicitou que o ministro determinasse a nulidade ou a anulação sub judice dos votos atribuídos a Dallagnol, o que poderia alterar significativamente a composição de vagas no Senado. Analistas apontam que, no contexto de pesquisas que mostram Dallagnol na liderança, seguido por Alexandre Curi e com Filipe Barros e Gleisi Hoffmann tecnicamente empatados, tal decisão poderia favorecer Gleisi Hoffmann na disputa pela segunda vaga, caso ela superasse o bolsonarista nas urnas ou se a “canetada” de Gilmar o removesse do páreo. Essas intervenções pontuais, mas de alto impacto, configuram um desafio direto à ordem jurídica eleitoral e à própria legitimidade dos resultados.

Impactos na Democracia e na Justiça Eleitoral
A sequência de decisões monocráticas do ministro Gilmar Mendes tem gerado profunda preocupação quanto aos impactos na democracia brasileira e na autonomia da Justiça Eleitoral. Ao centralizar decisões que, em tese, deveriam passar pelo crivo do colegiado do TSE ou por ritos processuais mais transparentes, cria-se um precedente perigoso. A usurpação de competência, como tem sido argumentado, não apenas desrespeita a hierarquia e as atribuições de outros membros da Corte Eleitoral, mas também mina a confiança pública no sistema. É fundamental que as instituições atuem dentro de suas prerrogativas, evitando a percepção de que a vontade individual de um ministro pode sobrepor-se às regras processuais e às decisões colegiadas. A manutenção da credibilidade da Justiça Eleitoral é um pilar da estabilidade democrática, especialmente em um período de polarização e de intensa disputa política.

Resolução de Fachin e o Princípio do Juiz Natural
A resolução editada pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, foi um movimento estratégico para reforçar o princípio do juiz natural e evitar a manipulação da distribuição de processos. Ao determinar que ministros não deveriam se utilizar de processos antigos para avocar relatorias de ações que lhes interessassem, Fachin buscava restaurar a ordem e a transparência. Contudo, a persistência de certas práticas, como as observadas em relação ao ministro Gilmar Mendes, demonstra a fragilidade de tais resoluções diante de interpretações amplas ou de lacunas que permitem a continuidade de determinadas condutas. A discussão sobre a validade e a aplicação dessas normativas internas é crucial para garantir que a independência do Poder Judiciário não se confunda com arbitrariedade, e que o processo eleitoral seja conduzido sob regras claras e equitativas para todos os envolvidos. O fortalecimento do juiz natural é essencial para assegurar a imparcialidade das decisões e a justa aplicação da lei.
Perguntas Frequentes
O que é a resolução de Fachin mencionada no artigo?
A resolução de Edson Fachin foi uma medida interna do STF, publicada em 2026, com o objetivo de impedir que ministros utilizassem processos antigos e sem relação direta com novas matérias para driblar o sistema de sorteio e avocar a relatoria de ações de seu interesse, garantindo maior transparência e isonomia na distribuição.
Como as decisões de Gilmar Mendes podem impactar as eleições?
As decisões monocráticas de Gilmar Mendes podem impactar as eleições de 2026 de diversas formas, como alterando a participação de candidatos em debates, influenciando a contagem de votos, ou determinando a elegibilidade de postulantes, o que tem o potencial de mudar a configuração final dos eleitos e a percepção pública sobre a justiça do pleito.
O que significa “usurpar a competência do TSE”?
Usurpar a competência do TSE significa que um ministro do STF, ao decidir monocraticamente sobre matérias eleitorais que legalmente seriam de atribuição do Tribunal Superior Eleitoral, estaria agindo além de suas prerrogativas e invadindo a esfera de competência de outro órgão judicial, desrespeitando a divisão de atribuições.
Houve outros casos de decisões monocráticas semelhantes?
Sim, o artigo menciona que, assim como Gilmar Mendes, o ministro Flávio Dino também foi citado em casos de decisões monocráticas que geraram controvérsia, como no caso Dark Horse, exemplificando uma tendência de ministros avocarem para si a relatoria de ações de interesse, em detrimento do sistema de sorteio.
Qual a importância do princípio do juiz natural nesse contexto?
O princípio do juiz natural é fundamental para assegurar que todo processo seja julgado por um magistrado previamente determinado por lei e imparcial, garantindo a objetividade e a segurança jurídica. A avocação de processos sem critérios claros contraria este princípio, podendo gerar a percepção de decisões motivadas por interesses particulares e não pela lei.
Conclusão
A controvérsia em torno da atuação do ministro Gilmar Mendes, que demonstra um claro alerta gilmar ignora a resolução de Fachin e assume uma postura centralizadora nas eleições de 2026, realça a necessidade urgente de se fortalecer as instituições democráticas e os ritos processuais. A independência do Poder Judiciário é um pilar da democracia, mas ela deve vir acompanhada da observância rigorosa das regras de competência e da transparência nas decisões. A percepção de que a vontade individual pode sobrepor-se ao colegiado e às normativas estabelecidas fragiliza a confiança pública e põe em xeque a legitimidade do sistema eleitoral. É imperativo que os debates sobre esses temas continuem a ocorrer, para que o Brasil possa consolidar uma Justiça Eleitoral ainda mais robusta e imparcial, onde a previsibilidade jurídica e a equidade sejam garantias para todos os cidadãos. Somente assim, será possível assegurar a integridade do processo democrático e a credibilidade dos resultados eleitorais. Para mais informações sobre a política atual, você pode acompanhar as propostas do governo do Rio Grande do Sul e outros temas relevantes.


